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segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Responsáveis por contratações em empresas reúnem-se com mulheres refugiadas em SP

Troca de experiências e networking foram o foco do último encontro do projeto Empoderando Refugiadas em 2018 (Foto: Fellipe Abreu).
Representantes de empresas brasileiras reuniram-se na última quinta-feira (13) com mulheres em situação de refúgio, que participam do Empoderando Refugiadas – projeto da Rede Brasil do Pacto Global, ACNUR e ONU Mulheres que promove a inserção de refugiadas no mercado de trabalho. A dinâmica de contratação e networking foi promovida em parceria com a WeWork, empresa multinacional que lançou em 2018 no Brasil a WeWork Refugee Initiative, em apoio à causa dos refugiados.

Durante a dinâmica, as empresas puderam conhecer um pouco do perfil e história das mulheres, por meio de conversas em grupos. Este foi também o último encontro do ano do projeto Empoderando Refugiadas, que durante o segundo semestre de 2018 promoveu uma série de capacitações e dinâmicas para as participantes do projeto.

A ideia principal foi promover um contato direto entre empresas e refugiadas, para que houvesse troca de experiências, networking e possíveis contratações. “Foi muito bom conhecer estas mulheres, os perfis nos surpreenderam muito. O que sempre dificulta na contratação de estrangeiros é a questão do idioma. Porém vimos hoje que o português delas é muito bom, o que é um diferencial”, disse Beatriz Campos, representante da Startup Quinto Andar.

Segundo Beatriz, a iniciativa colabora com a diversidade nos negócios, o que é também um diferencial competitivo. “O principal recurso que constrói uma boa empresa são as pessoas. Cada uma traz muita experiência, uma bagagem e tem muito a acrescentar não só como profissional, mas como pessoa.”

Os profissionais ainda ressaltaram durante o encontro que os novos modelos de negócio, como as startups, buscam uma variedade maior de pessoas em seus quadros de colaboradores. E, neste contexto, profissionais de outros países, com outra cultura, agregam valor aos negócios. “As startups estão trazendo para o Brasil o conceito de ser selecionado pelo que você é, não pelo que você sabe. A gente está olhando muito para a diversidade. Além disso, estamos ganhando com conhecimento, em saber a história das pessoas e o que elas podem acrescentar para nós”, afirmou Marília Silva, representante de recursos humanos da Cabify.

Na dinâmica, as refugiadas puderam conhecer um pouco do dia a dia das empresas brasileiras e trocar experiências com profissionais de diversos setores. “O encontro foi muito positivo, aprendi sobre como funcionam as empresas no Brasil que, pela cultura, são um pouco diferentes das de meu país”, afirmou Paulina*, angolana que participa da atual edição do Empoderando Refugiadas.

Dinâmica em grupo promoveu o networking entre empresas e refugiadas (Foto: Fellipe Abreu)
Parceria com a WeWork

A parceria do projeto Empoderando Refugiadas com a WeWork – empresa mundial de espaços de trabalho – para o encontro da última quinta-feira é fruto da união de duas iniciativas com objetivos parecidos: a inserção de refugiados e refugiadas no mercado de trabalho. A WeWork lançou no ano de 2018 no Brasil sua ação global de incentivo à contração de pessoas em situação de refúgio. A WeWork Refugee Initiative, desenvolvida pela empresa desde 2017 nos Estados Unidos e Reino Unido, conta com o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e busca engajar empresas da rede e parceiros em torno da causa.

O projeto Empoderando Refugiadas, que encerra em dezembro o ciclo de workshops e dinâmicas da sua terceira edição, é focado na inserção de mulheres em situação de refúgio no mercado de trabalho brasileiro e atendeu a cerca de 50 mulheres no ano de 2018, por meio de treinamentos e dinâmicas com representantes de empresas brasileiras. Conta com a parceria do Facebook e com os apoios de ABN AMRO, Carrefour, Lojas Renner, Pfizer e Sodexo.

São parceiros estratégicos do projeto o Consulado da Mulher, Fox Time, Grupo Mulheres do Brasil, Migraflix, e o Programa de Apoio para a Recolocação dos Refugiados (PARR).

*Por razões de privacidade, não divulgamos os nomes completos das participantes

(Fonte: Pacto Global)