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sexta-feira, 20 de julho de 2018

País fecha 661 vagas com carteira em junho e tem 1º saldo negativo no ano

O Brasil fechou 661 vagas com carteira assinada em junho, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados nesta sexta-feira (20). É o primeiro resultado negativo no ano. A última queda havia sido registrada em dezembro de 2017, quando foram fechadas 328.539 vagas formais.

Mesmo com o fechamento de vagas em junho, o país ainda encerra o primeiro semestre com 392.461 postos com carteira assinada criados.

Comércio e indústria puxam resultado negativo

Dos oito setores avaliados pela pesquisa, só três apresentaram saldo positivo na criação de vagas. O comércio e a indústria puxaram o resultado negativo.

- Agropecuária: + 40.917 
- Serviços Industriais de Utilidade Pública: + 1.151 
- Serviços: + 589 
- Extrativa Mineral: - 88 
- Administração Pública: - 855 
- Construção Civil: - 934 
- Indústria: - 20.470 Comércio: - 20.971
- Comércio: - 20.971

Trabalho intermitente

Segundo o ministério, a reforma trabalhista, em vigor desde 11 de novembro de 2017, "já pode ser mensurada pelas estatísticas do mercado de trabalho". Pela modalidade de trabalho intermitente, que é a possibilidade de trabalhar sem horário fixo e ganhando apenas pelas horas trabalhadas, foram registradas 4.068 contratações e 1.380 demissões em junho. 

As contratações desse tipo se concentraram no setor de serviços (1.348), no comércio (483) e na indústria (366).

Salários

O salário médio de admissão em junho foi de R$ 1.534,69, enquanto a média na demissão foi de R$ 1.688,25. Quando descontada a inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), houve queda de R$ 12,26 (-0,79%) no salário de admissão e de R$ 18,25 (-1,07%) no salário de desligamento, em comparação ao mês anterior.

Resultado em 2017 

O Brasil fechou 20.832 vagas com carteira assinada em 2017, terceiro ano seguido no vermelho, apesar do início da recuperação econômica e da vigência das mudanças trabalhistas defendidas pelo governo para impulsionar o número de vagas. O resultado foi melhor do que os registrados nos dois anos anteriores. Em 2016, o país havia fechado 1.326.558 vagas e, em 2015, 1.534.989.

IBGE faz pesquisa diferente 

Os dados divulgados nesta sexta-feira pelo Ministério do Trabalho consideram apenas os empregos com carteira assinada.

Existem outros números sobre desemprego apresentados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que são mais amplos, pois levam em conta todos os trabalhadores, com e sem carteira. 

A última Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua registrou que o Brasil tinha, em média, 13,2 milhões de desempregados no trimestre encerrado em maio.

(Fonte: Folha de São Paulo)