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segunda-feira, 25 de junho de 2018

PIA Empresa: de 2015 para 2016, a indústria perdeu 400,8 mil pessoas ocupadas

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A Pesquisa Industrial Anual-Empresa (PIA-Empresa) 2016 mostra um cenário de retração econômica, refletido em diversos indicadores: desde 2015, o número de empresas industriais ativas caiu de 323,3 mil para 321,2 mil, enquanto os investimentos no setor industrial caíram de R$ 192,3 para R$ 185,9 bilhões. No mesmo período, houve queda de 400.836 no número de pessoas ocupadas na indústria. Em relação a 2013, a queda foi de 1,3 milhões de pessoas ocupadas.

A indústria naval foi um dos principais setores afetados pela retração: entre 2014 e 2016, o pessoal ocupado na construção de embarcações caiu de 61.543 para 31.505, uma retração de 49% no período. No Rio de Janeiro, houve queda de 74,2% na ocupação deste setor, o que equivale a menos 23.179 pessoas ocupadas.

Em 2016, a PIA-Empresa mostrou que existiam 321,2 mil empresas ativas, com uma receita total de R$ 3,2 trilhões e despesas de R$ 291,7 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações, pagos a 7,7 milhões de pessoas ocupadas. Os investimentos (valores correntes das aquisições de terceiros e da produção própria em ativo imobilizado e melhorias) na indústria caíram de R$ 192,3 bilhões em 2015 para R$ 185,9 bilhões.

Em relação a 2015, destaca-se as variações no número de pessoas ocupadas dos seguintes setores: Fabricação de produtos de minerais não-metálicos (-56,5 mil pessoas ocupadas), Fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (-35,6 mil pessoas ocupadas) e Fabricação de móveis (-34 mil pessoas ocupadas).

As cinco atividades com maior participação na receita da indústria em 2016 foram: Fabricação de produtos alimentícios (23,2%); Fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (10,4%); Fabricação de produtos químicos (10,1%); Fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (7,8%); e Metalurgia (5,8%).

Indústria perdeu 1,3 milhão de pessoas ocupadas a partir de 2013

Entre 2007 e 2016, a evolução do pessoal ocupado da indústria mostrou crescimento até 2013, recuando a partir de então. Nesse ponto mais alto da série, a indústria chegou a ter 9,0 milhões de pessoas ocupadas. Em 2016, esse contingente caiu para 7,7 milhões, uma queda de 14,3% no período, ou menos 1,3 milhão de pessoas ocupadas.

Pesquisa Industrial Anual-Empresa – Pessoal Ocupado na indústria (2007-2016)


Número de pessoas ocupadas na indústria naval caiu 49% entre 2014 e 2016

A indústria naval foi um dos setores mais afetados pela retração econômica do país entre 2014 e 2016. Nesse período, o setor de construção de embarcações teve uma redução de 30.038 pessoas ocupadas, sendo 23.179 delas no estado do Rio de Janeiro. Em termos reais, o valor bruto da produção industrial desta atividade caiu 49,1% no período, passando de R$ 17,1 bilhões, em 2014, para R$ 8,7 bilhões em 2016. Também houve queda no valor da transformação industrial, de R$ 7,5 para R$ 4,4 bilhões. No mesmo período, o número de unidades locais do setor caiu de 290 para 256 no âmbito nacional. No Rio de Janeiro, essa redução foi de 55 para 39 unidades locais.

Em 2016, a indústria alimentícia liderava em receita e em pessoal ocupado

Além de ter a maior participação em receita total da indústria, a Fabricação de produtos alimentícios é a atividade industrial que mais empregou em 2016, reunindo 22,0% (1,7 milhão) do pessoal ocupado do setor. A Confecção de artigos do vestuário e acessórios, por sua vez, foi a atividade com maior participação no número de empresas, com 15,6% (49,9 mil empresas), embora responda por somente 1,6% da receita total.

A partir da receita bruta total, deduzindo-se os impostos sobre vendas, obtém-se o total da receita líquida de vendas das empresas industriais, que alcançou R$ 2,8 trilhões em 2016, liderado pelo desempenho das empresas com 500 ou mais pessoas ocupadas, que prosseguiram apresentando a maior participação (66,5%) no total da indústria brasileira.

O total dos custos e despesas das empresas industriais, em 2016, foi de R$ 3,1 trilhões. O dispêndio com o consumo de matérias-primas respondeu por 38,4%, destacando-se ainda como o maior percentual na estrutura dos custos e despesas no ano.

Os gastos de pessoal alcançaram 14,1%, aumentando 1,4 pontos percentuais em relação a 2015 (12,7%). O custo das mercadorias revendidas (6,5%) e o consumo de combustíveis e compra de energia elétrica (2,5%) permaneceram estáveis em relação ao ano anterior. A participação relativa dos pagamentos de serviços prestados por terceiros e consumos diversos para manutenção e reparação de máquinas e equipamentos aumentou para 3,3% em 2016 (3,0% em 2015).

Nos demais itens, que somados representaram 35,3% do total, as despesas com depreciação, amortização e exaustão de ativos imobilizados ficaram com 4,3%; as despesas com propaganda representaram 0,9%; os gastos destinados ao pagamento de royalties e assistência técnica, com 0,3%; e outros custos e despesas, com 29,8%.

(Fonte: IBGE)